segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Cofres cheios!


Os prefeitos mineiros, que tomam posse no dia 1˚ de janeiro, estão de olho em Brasília. Fazem “figa” para que a presidente Dilma Rousseff sancione sem veto o projeto de lei (n˚2.565/2011), aprovado pela Câmara dos Deputados, que define as novas regras para o repasse proveniente dos royalties do petróleo.

Segundo uma projeção feita pela CNM (Confederação Nacional dos Municípios), os caixas das 853 prefeituras de Minas sairão fortalecidos em mais de meio bilhão de reais no ano que vem caso Dilma não vete a proposta aprovada pelo Congresso.

Alfenas, por exemplo, deve receber, em 2013, R$ 2 milhões. Uma injeção de R$ 1,7 milhão a mais no orçamento. Quantia para prefeito nenhum reclamar.

Só para se ter uma ideia, em 2011, foram repassados para Alfenas R$ 330,2 mil, calculado com base nas regras atuais.

Em meio a crise atual dos municípios, em que o FPM (Fundo de Participação dos Municípios) teve seu pior desempenho em outubro nos últimos seis anos. O repasse para Alfenas caiu 30,7% de setembro para outubro.

A queda é explicada pela redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os automóveis e eletrodomésticos, medida adotada no final de maio e ainda em vigor. Segundo a CNM, as desonerações causarão um impacto superior a de R$ 1,5 bilhão nos repasses às prefeituras, pelos dados da entidade. 

O FPM é constituído por parte da arrecadação do IPI e do Imposto de Renda (IR) e, por isso, a renúncia fiscal, adotada pelo governo federal para estimular a economia, atingiu “em cheio” os municípios. O Fundo é um “socorro” para as prefeituras que, em sua maioria, vivem com as contas apertadas.

Por tudo isso, a decisão de Dilma é aguardada com ansiedade pela maioria dos futuros prefeitos.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012


Transição de Governo tem início


A transição de Governo, enfim, foi iniciada. Desde o último dia 26 – quando indicou sua equipe para compor a comissão para transição -, o prefeito eleito, Maurílio Peloso (PDT), aguardava o início dos trabalhos.

Esta semana, o atual prefeito Luiz Antônio da Silva (Luizinho/PT) nomeou oficialmente quatro integrantes que fecham a comissão. Os trabalhos já começaram e procedimentos técnicos já foram iniciados, informou um dos integrantes da equipe do atual Governo, o procurador-geral do município, José Ricardo Leandro e Silva.
O prefeito eleito de Alfenas, Maurílio Peloso (PDT), e o atual prefeito, Luiz Antônio da Silva (Luizinho/PT), deram o início oficial a transição de Governo na última terça-feira com a formação de uma equipe técnica
 A lista do atual prefeito inclui ainda o secretário municipal de Governo, Antônio Carlos Esteves Pereira, que foi escolhido para coordenar os trabalhos pela atual gestão. Braço direito do atual prefeito na administração, foi ele o coordenador de campanha do prefeito, que não conseguiu a reeleição.

A lista, pelo Governo, é completada pelo secretário municipal de Administração, Daniel de Carvalho, e pelo coordenador de finanças da prefeitura, Danilo da Silva.

A solicitação oficial para o processo de transição foi feita uma semana após a eleição. Exatamente no dia 16 do mês passado. Os nomes do atual Governo já eram aguardados há cerca de duas semanas.

Os nomes, que já haviam sido indicadospor Maurílio, são José Luiz de Souza Bruzadelli (secretário de saúde durante a gestão do ex-prefeito Hesse Luiz Pereira e ex-diretor da Gerência Regional de Saúde), Miguel Diogo Pereira (servidor municipal aposentado e contador), Paulo Rodrigues de Carvalho (ex-secretário de Saúde e de Educação), Francisco Donizete Vieira Luz (servidor público municipal do setor de informática), Israel Pessoa (funcionário aposentado do INSS), Kátia Geralda Silva Goyatá (psicóloga e pedagoga) e os advogados Gustavo Esteves, Rafael Engel Velano e Paulo Henrique Santos Pereira.

Bruzadelli, um dos nomes da equipe de transição, foi  candidato a vereador e é o primeiro suplente da coligação PSDB/PDT, que elegeu três vereadores. Ele é cunhado do vice-prefeito eleito, Décio Paulino (PR).




domingo, 2 de janeiro de 2011

A imprensa com a barba de molho


Nada ficará impune. Assim acreditam os justiceiros, movidos pelo sentimento da legalidade e da razão. Se a grande mídia aposta na impunidade de suas ações é preciso que reformule sua conduta e suas estratégias.

Pesquisa Ibope, que - entre os meses de julho e novembro - ouviu 2.002 pessoas para compor o seu Índice de Confiança Social (ICS) em 22 segmentos, revela a queda da confiabilidade na imprensa brasileira.

De 71% para 67%, os brasileiros passaram a confiar menos na imprensa brasileira. Despencou da 4ª para a 7ª colocação e acabou ultrapassada pela figura do presidente Lula, que cresceu três pontos e foi a 69% - aí deve-se diferenciá-lo da instituição “governo federal”, que chegou a 59% no ICS. Os números foram revelados por Rafael Motta no Observatório da Imprensa.


Os dados servem como alerta à irresponsabilidade da grande mídia, ávida e com sinais de desespero na defesa de seus pupilos eleitorais. A farra encabeçada por Veja – que escancarou sua linha editorial como meio de persuasão num puro sofismo desvairado – encontra-se cem um repleto antagonismo à linha mestra do jornalismo. O poder do convencimento se dá pela ação fidedigna ao contexto político-social dentro de um prisma na qual a objetividade se faz como instrumento indispensável.

O avanço da internet e o consequente florescimento de canais de discussão e propagação da informação mina a pretensão dos barões da mídia de um controle autoritário e manipulador da informação. O olhar vigilante retira-os o poder da verdade absoluta e da restrição do material informativo como meio privilegiado de uma minoria capitalista.

A insistência na “linha burra” constitui um suicídio desenhado e agora caracterizado metodicamente como elemento sinalizador. Veja, Estadão e Folha de S. Paulo materializam-se como porta-vozes desesperados a serviço de segmentos da sociedade em detrimento da sua função ideal, qual seja o de organismos informativos que compõem a estrutura organizacional de uma sociedade democrática.

Talvez conscientes de uma nova função dentro de um novo contexto organizacional da mídia, a grande imprensa parece incumbida de marcar-se como peças sectárias que compõem uma nova estrutura, na qual os componentes se colocam de forma explicita no tabuleiro social. Exemplo disso é o posicionamento em editorial do Estadão em favor de José Serra na eleição presidencial.

Entretanto, parecem não direcionarem suas ações num patamar de tal racionalidade à medida que operam pela linha apelativa desenfreada e rançosa. Muitas vezes caracterizadas pelo desequilíbrio visível no tratamento da informação.

A grande imprensa está nua e sob os olhares vigilantes da internet. Por isso mesmo, seus protagonistas deveriam se conscientizar da responsabilidade de suas ações, não somente quanto às suas empresas jornalísticas, mas a uma instituição maior: a própria imprensa.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Ondas da política




A conquista da presidência da Câmara Municipal de Alfenas pelo PT tranquiliza ainda mais o Governo local. Desde que assumiu o comando do município, o prefeito Luiz Antônio da Silva, o Luizinho, vivencia um cenário de completo domínio político na Casa.

A atual legislatura, que já não demonstrava sinais de resistência às ações do Governo, então comandado pelo antigo prefeito Pompilio Canavez, manteve o tom governista. As poucas vozes que ressoam da oposição não têm força efetiva para mudar as decisões em plenário.

O poder da atual legislatura, “de incomodar” o governo, está, aliás, bem abaixo da antiga, que já era alvo de críticas. Foi naquela época, por exemplo, que o Legislativo protagonizou momentos de tensão política entre os grupos locais: a CPI barrada na Justiça foi o auge do cenário passado.

Até agora a atual legislatura não teve força e nem iniciativa para nenhum ato real que ultrapassasse a linha do discurso acalorado.

Mas porque então a necessidade do comando da Casa, sem a possibilidade de um novo líder com o mesmo vigor na defesa do governo?

A candidatura do atual prefeito em 2012 é dada como favas contadas no meio político. Ao mesmo tempo em que atrai a defesa fervorosa de militantes, também desperta o ódio dos inimigos. É sabedor que não gozam da mesma base de sustentação popular que seu antecessor e a oposição sabe disso.

É exatamente aí que mora o perigo. Atento a todos os movimentos, o mentor governista – encarnado na figura do prefeito - sabe aonde está a sua fragilidade, mas sabe também como neutralizá-la e o caminho para revertê-la.

Neste caminho, a segurança de ter como seu sucessor imediato alguém de confiança, fiel ao projeto encabeçado por ele, é vital.

A presidência em mãos “erradas”, ou não tão confiáveis, poderia trazer incertezas e montar o cenário perfeito para o que os governistas costumam chamar de “conspiração” para o golpe. Criar clima e condições favoráveis para a dança da cadeira seria a obsessão dos adversários.

O atual prefeito sabe que precisa fortalecer a sua imagem. E até aqui parece que as ondas da política conspiram a seu favor. Não foram poucas as recentes e decisivas vitórias: as eleições de Dilma na Presidência da República e de Pompilio na Assembleia, e agora – como a cereja no bolo – a conquista do comando da Câmara de Vereadores.

Nada na política é decisivo ou tão sólido que não possa ser mudado, mas as ondas favorecem o projeto do atual prefeito, que tem agora todo um cenário cenário a seu favor.

Charge: Erick Vizoki

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

E agora José?


A derrota de José Serra abre uma ampla oportunidade para que um dos principais partidos da República possa planejar suas estratégias e mais do que isto: rever até mesmo seus conceitos programáticos. Para onde caminharão os tucanos?

Esta é uma resposta procurada por analistas políticos que arriscam nos palpites. Está em jogo a própria sobrevivência de correntes ideológicas que saíram da disputa fragilizadas.

A acomodação interna das forças políticas dentro do ninho tucano é algo que parece se desenhar. O discurso pós-derrota aponta na direção da renovação como necessidade.

Um cenário propício para lideranças como a de Aécio Neves que terá no Senado sua vitrine. A popularidade no estado de origem e a associação a figura do avô – tem aí a própria capacidade de articulação herdada de Tancredo - o credencia, sem dúvida, ao páreo.

Mas o domínio interno dos paulistas o faz a passar pela artimanha da composição. Somente ao lado de Geraldo Alckimin poderá ousar vôos maiores.

Mas e José Serra? Seu caminho agora parece decisivo para desvendar os rumos do partido. A derrota para a “sombra” de Lula – condição que Dilma deixar de ter a partir de agora – o deixa numa perspectiva desfavorável e pouco confortável para desejar uma nova empreitada rumo ao Planalto em 2014.

É fato que a dinâmica política permite mudanças bruscas e quatro anos é muito tempo para qualquer previsão taxativa neste sentido. Se a liderança de Serra for minimizada internamente, como reação natural a ala progressista perde espaço empurrando a legenda para que assuma uma postura mais liberal, fugindo de vez da sua origem.

A especulação em torno do futuro político de Serra abre o leque de especulações e as possíveis construções políticas para os cenários futuros. Em torno dele passa as mudanças no partido e em toda conjuntura político-partidária do País. Por isso a pergunta permanecerá por algum tempo: E agora José?

sábado, 3 de julho de 2010

Eleição de outubro dá sinal da disputa pela prefeitura em 2012



As eleições de outubro revelam uma verdadeira disputa pela prefeitura em 2012. Sob o manto das candidaturas a deputados, políticos dão o tom da disputa municipal a 2 anos do pleito.

Nos bastidores, vários dos candidatos admitem a intenção de disputar a eleição municipal. Mas, para isso, o resultado das urnas em outubro será decisivo.

Das cinco candidaturas a deputado estadual, pelo menos três pode ter reflexo direto em 2012. Uma delas é a do próprio ex-prefeito Pompilio Canavez (PT) que não pode ser candidato em 2012. As duas vitórias seguidas (2004 e 2008) o tornou inelegível em 2012.

Uma eventual vitória de Pompilio para Assembleia Legislativa fortaleceria a candidatura do atual prefeito Luiz Antônio da Silva (Luizinho/PT), nome natural do grupo político de situação no processo eleitoral de 2012. A dúvida ficaria por conta da definição do candidato a vice na chapa.

Todos concordam que ainda é muito cedo para qualquer definição, mas admitem que o resultado de outubro será fundamental para as articulações visando 2012.

A entrada dos nomes de Eliacim do Carmo de Lourença (PCdoB) – candidato a prefeito em 2008 – e de Décio Paulino (DEM) – candidato a vice-prefeito também em 2008 – aumentaram ainda mais a conotação do jogo eleitoral com vistas a 2012. Os dois anunciaram suas candidaturas a deputado estadual.

Caso não consigam emplacar uma vaga na Assembleia Legislativa, mas obtenham uma votação expressiva em Alfenas, reforçam seus nomes para 2012.

Entre os grupos de oposição há uma tendência para estratégia de união para que haja uma candidatura única para enfrentar a candidato petista. Em novembro do ano passado vários partidos de oposição começaram a se reunir para articular uma coalizão de partidos visando 2012. Mas aos poucos o grupo se dividiu.

No grupo ligado a Marcos José Duarte (Marcão/PPS), candidato a prefeito em 2004 e 2008, a candidatura de Décio é vista com desconfiança. Um resultado expressivo nas urnas poderia ameaçar a condição – tida por eles como natural - de Marcão como cabeça de chapa do grupo que reúne partidos como PPS, DEM, PP, PSB e PV.

Mas, na semana passada, Marcão anunciou apoio a candidatura de Décio e a do vereador Sander Simaglio (PV). Este último para deputado federal. Nos bastidores a intenção é que os candidatos em 2010 manifestassem apoio a Marcão em 2012.

Sander é outro nome, que embora não assuma sua pretensão a candidatura majoritária, admite o fortalecimento de sua imagem política caso obtenha um bom resultado nas urnas. Condição que pode habilitá-lo a uma alternativa para a disputa majoritária em 2012.

Outro nome é o de Eliacim, que poderia polarizar com os petistas o eleitorado com perfil ideológico de esquerda. Candidato a prefeito em 2008 após três mandatos como vereador, o seu nome é naturalmente lembrado para a disputa de 2012 como candidato de terceira via, opondo-se a situação e a oposição tida como conservadora.

Ilustração:
Erick Vizoki

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Nota sobre o Alfenas Hoje


Venho a público manifestar que o portal Alfenas Hoje tem colocado, ao longo de seus 3anos de existência, uma linha editorial cuja a liberdade tem sido uma das característica. Tal proposta, de oferecer informação isenta e com o único comprometimento de levar ao leitor o melhor produto jornalístico possível, alcançou, segundo a nossa análise, um resultado satisfatório, o que pode ser medido pelos acessos e, consequente, repercussão diária do material informativo postado.

Este contexto permite analisar que seguimos o caminho certo ao adotar uma linha editorial na qual se preza a credibilidade do veículo de comunicação. Pois bem, desde o início há uma ampla força contrária de uma camada, cujo envolvimento político-partidário está cristalizado, incumbida em levantar questionamentos “maldosos” e infundados quanto a idoneidade de membros deste portal no intuito de afetar a credibilidade conquistada.

Há que se registrar que a mesma força contrária ao sucesso deste portal, na tentativa inicial de minar diretamente o mesmo (na época que ainda se um constituía como site, em 2007), buscou meios de denegrir diretamente o conteúdo produzido num primeiro estágio de vida do então site. Sem efeito, buscou minar anunciantes.

Nenhuma dessas tentativas surgiram efeito porque, acreditamos, que o portal atingiu o que mais estes temiam: o respeito de seus leitores o que tem crescido a cada dia (o que pode ser comprovado numericamente por meio de registros estatísticos). E este é o reflexo de todo nosso trabalho e esforço na luta pela credibilidade.

Diante de todo este contexto, já se tornou rotina o lançamento de informações falsas e maldosas, incorporadas em “fofocas”, contra o portal e seus membros com o objetivo claro já mencionado.

Concluindo, qualquer que seja o questionamento lançado quanto a credibilidade do portal Alfenas Hoje é fundamental que não se perda de vista o verdadeiro objeto a ser analisado: o conteúdo do próprio portal. É ele o foco real das observações e das quais não nos furtamos ao debate.

Qualquer desvio a esta lógica caracteriza-se, mais uma vez, o intuito claro político-partidário de desvirtuar o verdadeiro debate na intenção que foge ao esclarecimento. Esperamos dos leitores – e não me refiro àqueles cujas intenções são conhecidas – a vigilância constante e metódica do conteúdo do portal o que acreditamos ser salutar para o aprimoramento constante do produto jornalístico oferecido.

Não pretendemos aqui atingir a todos, pois isto incluiria aqueles com intenções duvidosas. Somente pretendemos lançar um ponto de reflexão as pessoas que acompanham este portal e são desprovidos de qualquer intenção negativa em relação ao mesmo.