sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Obama e seu maior desafio: a reconstrução

Passadas as comemorações pela vitória, Barack Obama enfrenta agora a realidade: o ambiente econômico mais difícil para um novo presidente desde que Franklin D. Roosevelt foi eleito no ápice da depressão dos anos 30.

E, assim como em 1932, a crise econômica pode piorar nos 75 dias que antecedem a posse, no dia 20 de janeiro de 2009.

A esperança depositada pela população norte-america em Obama pode tornar-se perigosa à medida que os desafios são melindrosos. Como garantir a estabilidade do sistema financeiro? Como lidar com a recessão que se aproxima?

O primeiro presidente negro dos Estados Unidos terá que ter respostas rápidas para a crise que bate a porta. Terá que juntar rapidamente os cacos do desastroso e irresponsável Governo Bush.
Ao seu lado, conta com a simpatia de líderes mundiais, conscientes das desastrosas ações de Bush para os Eua e para o Mundo. Até que ponto isso poderá ajudar ainda não temos a resposta, mas certamente poderá trazer alívio para que respire sem turbulências políticas desnecessárias nas relações com outras nações.

"A eleição histórica de um afrodescendente para a cabeça da nação mais poderosa do mundo é sintoma de que a mudança de época que nasceu a partir do sul da América pode estar batendo nas portas dos Estados Unidos".

A frase de Hugo Chavez, presidente venezuelano, foi reproduzida pela BBC Brasil em seu site logo após a vitória de Obama. Sinaliza uma pausa e a chance de repensar o modelo de relação dos Eua com outros países.

A truculência do Governo Bush deverá ceder lugar ao diálogo ou nada mudará. Ou pior: Deverá acelerar o declínio iniciado por Bush.

Obama tem a chance de amenizar a imagem negativa dos Eua e reconstruir uma nova história. O tempo será capaz de dizer se a direita conservadora, representada pelos republicanos, foi enxotada tarde mais do centro do Poder Mundial.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Mantida a dinastia


Acabou de ser confirmado o que todos já sabiam. Zezé Perrella retorna à presidência do Cruzeiro e mantém a dinastia Perrella. Zezé teve 375 votos contra 49 de seu opositor, Márcio Rodrigues.

Zezé voltará a ser o presidente celeste, cargo que ocupou entre 1995 a 2002, e substituirá o seu irmão, Alvimar de Oliveira Costa (Alvimar Perrella), que assumiu o cargo de mandatário a partir de 2003, ano em que foi eleito. Em 2005, Alvimar reelegeu-se para o mandato que termina em dezembro próximo. Zezé comandará o Cruzeiro no triênio 2009/2010/2011.

A gestão Perrella é incontestavelmente vitoriosa. A Libertadores de 97, a Tríplice Coroa de 2003, Copa do Brasil (1996/2000/2003) são marcas que ficaram na história do clube celeste. Mais do que isto a gestão dos irmãos Perrella garantiu ao Cruzeiro lugar sempre na ponta nas disputas ao longo destes anos.

Ficaram conhecidos pelas freqüentes negociações em que os atletas do Cruzeiro eram vendidos por cifras consideráveis. A continuidade dos Perrelas dá ao torcedor tranqüilidade. Mas é na esfera judicial que as coisas podem não ficar tão coloridas. As acusações do MP Federal prosseguem e colocam em dúvida a condição de gestor confiável do patrimônio do clube.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Um PT órfão!

Se não tem o “nome” competitivo, e com popularidade suficiente para conquistar o Planalto, é porque não soube trabalhá-lo. E olha que já se foram quase seis anos. E não só isso. O presidente Lula goza de popularidade de se fazer inveja. O que faz um partido que hoje protagonista no cenário das decisões - e que tem em seu líder uma aceitação popular nada desprezível – não conseguir – até agora! - construir um nome que chega já forte.

Se é a gestora que Lula sonhava em ter ao lado, Dilma não é nem de perto capaz de atrair as multidões sem que faça papel de figurante ao lado de Lula. Enquanto o PSDB tenta buscar a unidade em torno de dois nomes prontos, o PT ainda padece da ausência de seu novo líder popular.

Se insistir em Dilma, o PT pode chegar lá, amparado na força de seu líder maior. Exemplos de candidatos “montados” vitoriosos não faltam. Belo Horizonte repetiu a história ao eleger a cria de Aécio e Pimentel. Mas definitivamente não será como eleger o poste. Os resultados das eleições municipais – passando por São Paulo e Porto Alegre – mostraram que o candidato terá que ser mais que um poste.

O caminho pela tese de não lançar mão da candidatura própria seria – e pode ser – uma alternativa pragmática para o PT, mas não faz parte de sua índole. Não convenceria a base de militantes, à versa a essa tradição. E, além do mais, a desistência mostraria sinal de fraqueza demais para quem tem a máquina administrativa e a popularidade do presidente. É a faca e o queijo, falta o candidato.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Não deu, mas agora temos alguém para torcer

Eu não apostava mais no título para Felipe Massa. Mas quem diria, mais uma curva e tudo poderia ser diferente. Felipe chorou, os brasileiros também. Merecia o título, mas Hamilton também. Era a briga dos dois mocinhos sem nenhum vilão.

E uma segunda derrota de Hamilton no último GP como na temporada passada seria um golpe duro para o inglês que surgiu como fenômeno e teve sue talento colocado em duvida com os erros grotescos no final da temporada 2007.

O que importa agora é saber que depois de mais de dez anos sem Sena, o Brasil tem, enfim, para quem torcer. Massa resgata nos brasileiro o sentimento de potencialidade de vitória e títulos, de ter um piloto protagonista. Em 2008, sabemos para quem torcer!

São Paulo chega, passa e quem vai segurar?

A rodada do fim de semana concretizou o cenário que já vinha sendo desenhado: o São Paulo líder. Com pinta e jeito de campeão, o tricolor paulista ocupa agora a posição que preocupava muito torcedor adversário. O de ver o time paulista dependendo de si próprio. Pior que isso é saber que nenhum de seus adversários diretos terá sequer a chance de atropelá-lo pelo caminho. O São Paulo corre livre e solto.

Flamengo e Cruzeiro dão mostras de que acabou o gás. Instável, o time celeste mostra que até tem time, mas está longe de ter um elenco. O que explica o vexame no Serra Dourada para quem luta “na cabeça” pelo título. Isto depois de desbancar por 3 a 0 o então líder, o Grêmio, na quarta-feira.

A ausência de Ramirez não poderia ser a única explicação. Não poderia representar tamanha dependência no meio campo. Se o brasileiro não era há tanto tempo tão competitivo, por outro lado não era tão fácil para que os dirigentes cruzeirense armasse um elenco para vencer sem grandes entraves pelo caminho. Agora é tarde, a nós, cruzeirense, resta torcer pelo Cruzeiro e contra os demais (Leia-se Palmeiras, Grêmio e São Paulo) que brigam pelo título, principalmente o São Paulo.

sábado, 1 de novembro de 2008

Balanço das Urnas


Como logo após as eleições este weblog não existia vou fazer aqui algumas considerações. A diferença de mais dois mil votos que reelegeu Pompilio Canavez dá ao PT a consolidação como uma força política mais perene no cenário local. Não somente pela reeleição, mas desta vez a vitória veio com a chamada “chapa pura”. E isso significa muito.

O vice eleito é o mentor do Governo e do PT. É ele quem causa calafrios na oposição. O mal estar dos adversários é ainda maior quando cogita-se a possibilidade de Pompilio dar passos maiores, rumo a Assembléia, ao Congresso. Mesmo negando, o movimento do prefeito rumo a AMM (Associação Mineira dos Municípios) e a projeção decorrente só dá força a este possível contexto.

Mesmo uma eventual derrota na disputa por uma cadeira no Legislativo não o enfraqueceria politicamente. Se eleito, protagonizaria um cenário ‘perfeito’ para os petistas e um domínio incomum na política local. Com cacife político na Assembléia ou no Congresso e a prefeitura na mão o grande desafio seria reverter a rejeição popular a Luizinho e a construção de sua imagem para uma disputa em 2012.

Oposição

À oposição, resta juntar os cacos. O grupo mais conservador, dominado pelo PPS na última eleição, ainda terá que construir um nome, uma nova liderança potencial. Marcão, derrotado pela segunda vez, deixou passar o seu momento. A ampliação da diferença de votos para o primeiro colocado, numa composição de “chapa pura”, é só a cereja no bolo – como diz o dito popular.

As adversidades para o próximo Governo poderão vir de uma Câmara menos atrelada politicamente ao Governo. Há sinais para que isso aconteça.

A derrota numérica do PCdoB não é necessariamente uma derrota política. Embora tenha conseguido menos de 5 mil votos, o atual presidente da Câmara, Eliacim do Carmo Lourenço, marcou seu nome no cenário político como uma liderança competitiva no futuro. O seu perfil é apropriado para que se construa em torno de seu nome uma composição competitiva em 2012. Ainda é cedo para se falar nisso. Mas a tendência é clara em relação a uma nova liderança, mais à esquerda.

F-1

O treino livre desta manhã mostra o quanto será difícil para nós, brasileiros, comemorar o título de campeão. O inglês Lewis Hamilton, da McLaren, foi mais rápido que o brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, no terceiro treino livre, realizado neste sábado, para o GP Brasil de F-1.

O inglês dá sinais que não cometerá mais os erros grotescos do ano passado quando também tinha o campeonato na mão. A esperança dos brasileiros é torcer por um problema mecânico no carro da Mclaren ou, quem sabe, uma lambança qualquer.

Todo mundo sabe que não será fácil para o brasileiro. Chegar em primeiro e ainda torcer para algo inusitado com Hamilton. Inusitado sim! Não chegar nem mesmo na 6ª colocação é algo impensado para uma corrida que seguir a lógica. Mas é isso que faz o brilho do esporte: a surpresa, os contratempos......Difícil, mas não impossível!